Comportamento

Muito prazer, eu sou a moça separada…

Numa sociedade como a nossa, onde feminismo não é levado a sério e uma mulher estuprada num ônibus em plena AVENIDA PAULISTA vira chacota na internet, quem sou para reclamar por ter sido classificada pelo meu atual estado civil né não?!

Pois é, mas rolou isso aí e eu queria muito escrever sobre… bora?

Tava eu lá na minha casa, existindo… esperando uma amiga chegar pra tomar uns drinks e fazer a despedida da minha irmã… o interfone tocou, eu autorizei, ela entrou.

Quando abri a porta a primeira coisa que ela me disse foi que não lembrava meu ap, perguntou então para o porteiro e ele disse “ah sim, é uma moça separada?”

Porque né… afinal, ser mulher é isso.

Duvido MUITO que se fosse um homem ele teria classificado da mesa maneira… Não, não teria.

E aí vem aquela raiva da sociedade… POHAN porque mesmo eu preciso ser reduzida ao me estado civil?

pexels-photo

Eu sou morena, magra, baixa, a blogueira do condomínio, a moça que anda a pé, a moça que teve um cachorro, que tava com visita em casa… a moça que já teve o apartamento alagado. Mas não, o que vale é lembrar que eu sou uma menina separada…

Parece que isso me reduz ao casamento, se fora dele, não vale nada do que eu faça.

E olha… ser a menina separada é tão legal! Minha solteirice me fez um bem tão grande… que eu ainda não sei porque as pessoas acham que a gente se reduz a isso.

Desde que me separei eu li mais livros do que em todo meu tempo de casada – REAL!

Desde que me separei eu viajei… passei meu aniversário no lugar mais lindo do mundo e o carnaval mais inesperadamente (des) animado da minha vida! (vale ressaltar que sim, o carnaval no Rio é MARA, mas eu não tava na vibe da pegação e me diverti apenas olhando as pessoas, então pode parecer desanimado porque voltei zerada, mas é que sou tiazona)… trabalhei muito mais naquilo que realmente gosto, me aproximei de pessoas especiais, conheci um milhão de coisas em SP… fui a exposições, aprendi sobre café, estive em palestras de tecnologia, psicologia, religião e moda… me joguei num mar de conhecimento e experimentos… questionamentos, descobri quem sou e do que gosto…

Não dá para me conformar sendo apenas a menina que não é mais casada.

Não dá.

Sociedade: Nem toda menina quer brincar de casinha.

Aprendam!

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