Comportamento Destaque

Terminar não dói, saber o motivo sim…

Ninguém entra num negócio querendo que ele dê errado. Seja relacionamento amoroso, seja business… a gente se joga, investe tempo, energia, sentimento… dinheiro.

Por isso, eu acabei de desenvolver a teoria de que o término em si não é o que nos faz sofrer, saber os motivos sim. Eles nos mostram a nossa incapacidade de lidar e fazer prosperar algo no qual acreditamos e até alguns dias atrás era motivo de alegria e olhos brilhando.

Já encerrei um negócio, já encerrei relações amorosas e acreditem, não é fechar a porta que faz o coração sangrar, as lágrimas escorrerem e a gente chorar em posição fetal.

O que dói é saber que acabou porque teve traição, frustração… ou porque NÃO teve.

Não teve empenho.

Não teve disposição.

Não teve mudança.

Não teve doação.

Não teve persistência.

Não teve PACIÊNCIA.

Não teve empatia.

Não teve lealdade.

Não teve…

E perceber essa incompetência nossa, a pouca importância ou a ausência de uma prova (que é tão injusto e egoísta exigir do outro) é que machuca.

E quando se trata de amor, os dias seguem num silêncio ensurdercedor que nos trazem a triste certeza de que o amor foi corrompido pelo orgulho, pela competição…

Por outro lado, Shakespeare disse “não é porque alguém não te ama como você quer que ele ame, que significa que esse alguém não lhe ame com tudo o que pode”.

Mas somos assim, seres que criam expectativas e sofrem quando elas são frustradas. A gente joga muito peso sobre o outro!

E aí dói saber que o outro não cumpriu o protocolo que planejamos.

Acabar, ver a porta fechar, as fotos serem lentamente – ou rapidamente, depende – serem excluídas do feed, a rotina se desfazer, e a necessidade de refazer… essa ausência do sentimento que a gente queria ter e não tem mais…

Mas o que eu sei é que infelizmente faz parte… somos individuais, nascemos e morremos sozinhos, temos que privilegiar as próprias conquistas e a chance de sonhar e viver realizando sonhos, também, de maneira solitária.

Nem sempre vale a pena carregar alguém para ser aquilo que você quer que ela seja, em troca de uma pseudo parceria e felicidade… quando a gente ama e vê que o outro ta infeliz, precisa ser racional e deixá-lo partir.

Foi  o que eu fiz… e me doeu demais. Mas ou isso, ou uma vida inteira fingindo que estava tudo bem, quando não estava.

Cá estou, de volta aos meus textos reflexivos sobre relacionamentos… afinal, se não é pra ajudar o próximo e dividir minha experiência, nem precisava estar na internet, não é mesmo?

 

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