Repost de um texto que diz tudo sobre a nossa geração

27 de setembro de 2016
Moda

Esses dias recebi esse texto da minha psicóloga… já tinha lido ele há alguns meses num desses links que pipocam na nossa frente via facebook, amei, e agora amo mais ainda porque percebo que me identifiquei com essa realidade, mas a vontade de sair dela foi maior e me orgulho de ter planos e metas para ser alguém livre dessa escravidão dentro em breve. Leiam meus queridos, vocês vão gostar:

“A TRISTE GERAÇÃO QUE VIROU ESCRAVA DA PRÓPRIA CARREIRA PROFISSIONAL

(E a juventude vai escoando entre os dedos.)

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.”
(Ruth Manus)

Posts Relacionados

Aprenda a aceitar o sucesso alheio e será mais feliz…

20 de setembro de 2016
Comportamento

Poderia ser mais um post da série “cenas da minha vida”, mas aí euteria que expor demais a situação e as pessoas nela envolvidas. Então vamos apenas refletir…

Uma das coisas que eu aprendi nessa vida, e olha… não foi fácil (!) , foi admitir que sim as pessoas são demasiadamente invejosas. Nunca quis me colocar no centro das atenções, pelo contrário, vivo querendo passar meio despercebida na multidão (por mais que isso pareça mentira, dada a notoriedade que a gente ganha quando está na internet). Mas fato é que pra mim, a vida é simples e a felicidade alheia não me incomoda, inspira.

Infelizmente nos últimos anos me dei conta que esse meu mundo de Alice estava desabando. Trabalhar com moda e internet me trouxe oportunidades incríveis e conheci MUITA gente que jamais conheceria se continuasse no Direito, mas aí veio também a triste realidade de que não existe amor e nem compaixão nesse meio. Cada seguidor a mais que você ganha é motivo para desconfiança e fofocas.

Ou seja: Ninguém acredita que você pode simplesmente ser boa no que faz. As pessoas só acreditam em coisas ruins e teorias loucas de conspiração.

Eu não gosto disso.

E essa semana vivi uma experiência que me lembrou muito isso… alguém se dá bem, o outro vem e aponta um erro, uma suposição, uma desconfiança… aquilo me trouxe um sentimento tão ruim, uma bad vibe sabe?

Será mesmo que vale a pena viver procurando erros no outro e motivos para apontar? Será que isso faz a gente feliz? A mim, não.

E o que quero compartilhar hoje é isso: Eu sempre fui muito desencanada… minha memória é curta e eu esqueço até os segredos que as pessoas me contam. Muitas vezes já me achei tonta, besta… mas aprendi que esse é meu jeito de ser leve e feliz.

Não desperdiço meu tempo vendo o que uma pessoa fez de ruim. Comemoro com ela aquilo que é bom. Não vai agregar nada na minha vida ficar apontando e disseminando possíveis erros e fraudes na conduta do outro… ao contrário, só levanta sentimentos ruins.

Nosso corpo está intimamente conectado com nossos sentimentos, a boca fala o que temos dentro de nós…. se você fala coisas ruins, alimenta seu corpo com coisas ruins, põe pra fora aquilo que tem. E eu prefiro ter coisas boas.

Posso ser tonta, muito boazinha… mas já me bastam as dificuldades da vida, o orçamento apertado e o desgaste de conquistar meus sonhos. Não quero ainda ter que perder tempo e energia observando a vida do outro…

Sejamos felizes e menos desconfiados de tudo! Não adianta sofrer por suposições… sofra pelo o que vale a pena, e o se o outro está errado certamente um dia colherá as consequências.

Eu quero observar o céu, as estrelas, o verde e o pôr-do-sol… agradecer e contemplar a maravilha que é a vida… a minha vida… porque é nela que trabalho todos os dias a fim de construir um futuro do qual me orgulhe.

“O que não te desafia, não te transforma”

Posts Relacionados

Look do dia: Sendo uma mocinha dos anos 50 em 2016

15 de setembro de 2016
Moda

Esses últimos dias acabei respirando tanta informação de moda que veja só, rendeu um look do dia temático para o blog! Tive um almoço no Skye Bar que fica no rooftop do Hotel Unique e achei que era o momento para dar aquela inovada com as peças do guarda-roupa… além é claro, de me sentir um pouco fashionista!

dsc_3271 Continuar lendo

Posts Relacionados

To levando a vida no automático….

13 de setembro de 2016
Comportamento

Todo esse processo e período de mudança na minha vida veio como um tsunami, derrubando antigos valores, varrendo amizades desnecessárias, arrancando da minha vida a segurança de um amor falido e tudo o que eu tinha como padrão de vida cor-de-rosa, nos últimos 30 anos.

Não é fácil e já disse isso aqui mais de uma vez, mas tem dias que parece ainda mais difícil… De vez em quando me percebo pensando em nada. Absolutamente nada. Simplesmente andando, ou sentada na sala há horas… sem fazer NADA.

Esse monte de nada e momentos coreografados acabam fazendo com que eu esteja vivendo no automático. Sabe quando você simplesmente vai? Parece que o vento te empurra, alguma força sobrenatural te impulsiona pra sair da cama e lá começa a coreografia: Toma banho, se arruma, come, trabalha, reclama do trânsito, vai pra academia, pra terapia, pra aula, domingo é dia de faxina, assiste netflix e começa tudo de novo…

Já errei caminhos inúmeras vezes, dirigindo com a cabeça tão em outro lugar que quando vejo, estou numa rua que não sei como cheguei e preciso dar aquela sacudida na cabeça para voltar a raciocinar e encontrar o caminho de casa.

Hoje, num desses momentos de inércia ao volante, eu bati o carro. Não foi nada grave, mas me deu um desespero enorme! Como eu pude não ver um carro enorme na minha frente? Porque meus pensamentos andam tão lentos? Porque a vida às vezes parece ser tão rápida, mas também tão lenta e eu me vejo nesse filme em câmera lenta onde todos os meus movimentos já foram previamente desenhados?

Pedi mil desculpas à motorista da frente, ela foi um doce! Não aconteceu nada demais e eu voltei para o caminho de casa.

Não sei se vai ser assim por muito tempo ainda, mas faço a analogia com a minha vida… andando lentamente, trombando em coisas grandes de vez em quando, porém tentando sair ilesa de tudo isso e o mais importante: Encontrando o caminho certo a seguir.

Você também sente que está vivendo no automático?

Posts Relacionados

Cenas da minha vida: O casamento em que deu – quase – tudo errado!

8 de setembro de 2016
Comportamento

Não sei se vocês já perceberam pelas redes sociais (snap e stories no instagram), mas eu sou uma pessoa absolutamente atrapalhada! Se algo nesse mundo tiver que dar errado, pode ter certeza que será comigo. É impressionante! E aí resolvi que de vez em quando vou contar essas pequenas trapalhadas da vida aqui para vocês, ok? Cena da minha vida 1: O casamento da amiga Nathália.

Então, vamos lá: Uma amiga resolve anunciar em janeiro, que irá casar em agosto (!) Só pela proximidade e conhecimento da velocidade do tempo eu já estou ansiosa. OMG, preciso pensar num look lindo e elegante, a amiga é chique, o bofe também, pessoal do interior super se arruma… e assim vamos nos primeiros meses de preparativos.

No meio do caminho: Separação. Muda tudo, agora quero um vestido BAPHO, decotão e sensualidade, quem sabe rola de pegar um campineiro né minha gente? Sou louca pra morar no interior mesmo… passam-se mais alguns meses.

A vida de solteira não é tão simples assim, o orçamento ta mega baixo e eu aborto a missão de alugar o vestido maravilhoso que vi na internet. Solução: Consumo consciente e sustentável, recorro às amigas e peço tudo emprestado. O vestido é um vintage da mãe da amiga, 23 anos de existência mas esta LINDO! Levei na costureira, fiz alguns ajustes e ok… não. Não ok porque eu não provei e na semana do casamento descubro que ele ainda está folgado. Ok, sem pânico, a costureira arrumou de um dia pro outro. Acessórios verdes que eu não tinha foram emprestados por outra amiga que se compadeceu da minha situação financeira.

Paralelamente à isso: Carro com problema mecânico, ex-marido-melhor-amigo diz que é melhor não colocar o bixinho na estrada. Corre pra alugar um carro. Gastos não planejados, mas ok, a amiga só deve casar uma vez na vida. A gente se esforça e vai!

Vestido pronto, acessórios separados, me dei o direito de comprar o sapato, cabelo cortado, simbora pra Campinas casar a amiga!

Chegando lá, faz check-in no hotel e já deixa a diária paga: Mais cara do que me passaram por telefone. Questiona daqui, responde dali, nada feito. Paguei R$ 40,00 a mais. Isso faz diferença na minha vida gente, é sério.

Corta pro dia seguinte: Levantamos (estava dividindo quarto com uma amiga) tarde, descansamos a pele e fomos pro salão fazer aquele ritual todo de preparação… salão atrasa a cliente, cabeleireiro não finaliza com spray, eu fico aloka do horário, minha amiga começa a ficar tensa tbm, vou pro hotel e finalizo o cabelo sozinha com meu arsenal de produtos para dar volume-textura-cara-de-amassado-e-etc, volto, pego a amiga no salão, corremos pro casamento.

Ufa! Chegamos! Mas a noiva tbm já tinha entrado… droga! Corre, pega o elevador: O negócio abre direto na cerimônia, minha amiga me empurra pra sair porque eu fiquei meio paralisada de vergonha. Saio, topo numa luminária, já cheguei fazendo barulho, meu pé dói e as pessoas me olham.

Fico escondida na escada pedindo a Deus que ninguém mais perceba minha existência.

Corta pra festa: Aquela alegria em rever amigos de infância, piadas infames, memórias engraçadas, outras nem tanto… rs. Amor de adolescente ali, aquele pequeno constrangimento rolando…. a namorada dele me adorou, ficamos melhores amigas na festa, mas confesso que nem sei bem o que falei com a moça, tamanho era meu medo de cometer uma gafe!

Toma uma taça de champagne e se joga na pista! A amiga casou, está linda, radiante, feliz e isso é o que importa! Muda o foco.

O sapato novo tem o arranhão que me lembrará eternamente da entrada triunfal na cerimônia. O vestido ganhou um rasgo na emoção de dançar Anitta. A maquiagem durou a noite toda e o cabelo também.

Voltei pra casa falida, quebrada, desejando que nunca mais ninguém case – ou pelo menos não enquanto eu estiver nessa montanha russa financeira – e saudosa dos anos mais felizes e dramáticos da minha vida….

A adolescência foi pura emoção, regada à lágrimas, abraços calorosos, discussões desnecessárias, amores platônicos… mas certamente foram os melhores anos da minha vida! Rever as pessoas que fizeram parte dessa época me deixou feliz e pensativa sobre o que ainda resta daquela Carolzinha de 15 anos atrás… quase nada, ou muita coisa.

Depende do ponto de vista. E o fim-de-semana foi atrapalhado ou feliz… depende de como eu escolho ver.

O que não te desafia, não te transforma”.

Posts Relacionados